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Entre o chamado e a amizade: o silêncio de Lázaro

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Entre o chamado e a amizade: o silêncio de Lázaro   Há um tipo de silêncio que não nasce da ausência, mas do excesso. Excesso de sentido. Excesso de amor. Excesso de mistério. É nesse silêncio que repousa a figura de Jesus Cristo diante de Lázaro. Porque, entre todos os nomes chamados à margem do lago, entre todas as vozes convocadas para deixar redes, barcos, impostos e caminhos — há um nome que não foi pronunciado como envio.  Lázaro. E ainda assim, paradoxalmente, poucos foram tão profundamente tocados. O texto sagrado ousa dizer o indizível: Jesus o amava. Não com o amor genérico que abraça multidões, não com a compaixão que se derrama sobre os desconhecidos, mas com um amor que tem rosto, casa, mesa, história. Um amor que se senta. Um amor que retorna. Um amor que permanece. E então a pergunta atravessa o tempo como uma lâmina suave: por que aquele que era amado não foi chamado para caminhar?   O chamado que não é ausência   Há vocações que se anunciam com passo...